20 de março de 2011

Lançamento do livro Brumas do Tempo



Com a chegada do Equinócio de Outono, neste dia 20 de março de 2011, sincronicamente, às 20:20hs, tenho o privilégio e a imensa alegria de compartilhar com todos, o lançamento do meu primeiro livro: Brumas do Tempo - Poesias, pensamentos e ritos druídicos.

Abençoado por Morrighan e os Deuses celtas da segunda colheita, do conhecimento, do equilíbrio e da paz. Que assim seja!


Para conhecer e adquirir o livro, clique aqui ou na imagem acima.

No livro Brumas do Tempo compartilharemos nossas vivências pessoais, poesias e pensamentos, focados no Druidismo e na Cultura Celta que, através dos seus mitos e de suas lendas, nos conectam a forças tão antigas e ao mesmo tempo tão atuais, proporcionando-nos um viver mais pleno e harmonioso. Um limiar entre os mundos que nos possibilita um reencontro com a natureza, os ancestrais e os Deuses.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

18 de março de 2011

Mãe Terra - Avaliando as colheitas

A roda, finalmente, está completando o seu giro!

A vegetação e a luz solar diminuem e os mistérios da vida e da morte se fazem presentes. Mais uma vez, os dias e as noites são iguais. Esta é a época do equilíbrio, da paz e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo aquilo que foi plantado e colhido.

É inevitável não tocar no assunto que mais se tem visto ultimamente: as tragédias naturais. Muito já foi falado a respeito, creio que a natureza apenas busca o seu equilíbrio, sincronicamente, como acontece neste período do ano.

O que mais nos entristece são as pessoas que, ainda não estão sintonizadas com essa energia e acabam sofrendo.

O homem precisa comungar, novamente, com a Mãe Terra e assim, perceber seus sinais, suas vibrações e suas mudanças... Isso é uma questão de sobrevivência!

Leia mais: Sugestão para celebrar o Equinócio de Outono.



Lindo vídeo da banda finlandesa Gjallarhorn.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

12 de março de 2011

A Soberania Guerreira

"Na epopéia celta encontram-se muitas personagens femininas que nada ficam a dever aos homens. Segundo a tradição, a Irlanda era habitada, antes do dilúvio, por uma mulher primordial de nome Cesair; e a própria Irlanda se tornou uma entidade divina ou feérica... Foi também uma mulher, Airmed, a filha do deus-médico Diancecht que, graças à sua ciência e magia, devolveu o poder real ao Nuada vencido, fabricando-lhe um braço de prata tão eficaz e vivo como o seu braço de carne, fazendo-lhe um implante graças a uma operação cirúrgica.

Acontece, com efeito, que na perspectiva celta, as mulheres são dotadas de poderes ignorados pelos homens. A mulher é sempre a imagem simbólica da Soberania, pois encarna o conjunto da comunidade da qual o rei - como marido - é a trave mestra teórica, um pouco como acontece no jogo de xadrez em que a rainha é a peça de maior mobilidade, mas onde o rei também é uma peça fundamental, sem a qual se perde a partida.

Nas narrativas épicas aparecem as mulheres mágicas, além de feiticeiras, como a primeira esposa de Mider, Fuamnach, inimiga jurada da bela Etaine (segunda esposa de Midir), e mais tarde mulheres-guerreiras iniciadoras dos jovens e temíveis sacerdotisas especialistas em manipular os sortilégios. Estas mulheres nunca deixam de viver em plenitude, arcando com as consequências dos seus atos. Por mais conscientes que estejam do seu poder, não esquecem que podem morrer de amor [?], estando sujeitas às circunstâncias que lhes alimentou a paixão voraz e ilimitada dos seus caprichos.

A característica mais saliente destas heroínas femininas épicas é apresentarem múltiplas aparências, múltiplos rostos, múltiplos semblantes, geralmente três, tendo em consideração o número simbólico sagrado dos Celtas, o qual se apresenta na forma de tríade. As heroínas aparecem por isso, com inúmeras aparências e nomes, em diferentes épocas e em outras vidas sucessivas.

Morrigane (Morrighan), filha de Ernmas é uma das personagens mais marcantes das tribos da deusa Dana, junto com suas irmãs Badb e Macha eram conhecidas pelo nome de "Três Morrígans". O que nela melhor se evidência, em particular, na narrativa da Batalha de Magh Turedh, é o fato de se tratar de uma divindade guerreira temível para os seus inimigos durante os conflitos, enquanto exortava os guerreiros a combaterem com encamiçamento.

O nome Morrighan, que significa "grande rainha", evoca o da "fada" Morgana do ciclo arthuriano. Morrigane é o tipo de mulher celta vista pelos autores das epopéias mitológicas; e, muitas vezes, vamos encontrar este tipo nas personagens femininas que, na fronteira entre o humano e o feérico, possuem dons mais ou menos sobrenaturais, como o poderoso Geis, ou seja, o poder do encantamento mágico que tem o valor de obrigação absoluta para os que dela é objeto.

Os filtros do amor pouco podem fazer face ao encantamento mágico e religioso que intervém no mundo invisível, e faz depender os atos humanos das divindades invisíveis. A jovem Etaine, profundamente amada pelo sombrio deus Mider, não escapa dos Geis lançado pela sua rival Furimach, e nada neste mundo consegue poupá-la ao longo do período de turbulências e depois de metamorfoses que a afetarão profundamente. Apesar disso, a aventura de Etaine e de Mider é uma história de amor "normal", na mais bela tradição romântica.

Na epopéia celta, no entanto, o amor não é um sentimento isolado, fazendo parte das grandes mutações que se operam no universo; tudo se dirige por entre as diversas peripécias psicológicas, para uma dimensão cósmica à qual ninguém consegue escapar... E, acima de tudo, procura transmitir-se a idéia de que a mulher, que é iniciadora por essência, é capaz de dar, com o seu amor, um segundo nascimento, o nascimento na eternidade, àquele que escolheu para amar." Por Jean Markale em "A Grande Epopéia dos Celtas".

A força guerreira presente nas mulheres celtas, que não necessariamente precisam "morrer de amor", é fonte de inspiração para nós e que, por uma série de motivos, se perderam no tempo. Despertar essa energia também faz parte do caminho, pois os celtas acreditavam na igualdade dos seres e acima de tudo, na sacralidade do Todo. Esse tema nos faz perceber como a espiritualidade celta nos conecta com as essas forças primordiais, implícitas nos três mundos ou três reinos celtas, tão necessários a todos nós atualmente.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Templo de Avalon - Todos os direitos reservados.
Credito da imagem: Denise Garner

6 de março de 2011

Novidades chegando!

Meus queridos amigos, durante este mês estive entre lá e cá! Como costumo dizer: fluindo entre os mundos...

Muitas atividades surgiram, tanto a nível profissional, como a nível pessoal. Finalmente, finalizei meu livro - um projeto que venho desenvolvendo desde 2006 - e, com isso, muitas outras oportunidades se abriram. Abrir-se é o termo exato para esse momento!

O universo se encarrega de nos aproximar das pessoas na hora certa e no momento exato. Os Deuses trilham caminhos que, por vezes, achamos entranho e sem nexo, vivemos buscando respostas que só o tempo nos traz. É o tal do amadurecimento.

Ah, quantas vezes eu ouvi: você ainda não está madura!

Pois é, tudo tem seu tempo certo... É a mais pura verdade, porque só cai do pé o fruto que está maduro e não pense que vai bichar, porque isso só acontece com quem teima em não caminhar na vida.

Então, compartilho um pouco desse meu mundo com todos!

Capa de Marcelo Andrade Jr.
Mais adiante divulgarei a data e o horário do lançamento, além da palestra em Paranapiacaba, outros projetos estão saindo do forno.

Beijos e muitas bênçãos!

Rowena Arnehoy Seneween ®