29 de junho de 2011

Caminho do Guerreiro

Entre o uso do poder para viver em harmonia e a entrega do mesmo, apenas para sobreviver, por onde a humanidade escolheu caminhar?

A força contida no homem é enorme e, mesmo assim, vivemos há mais de dois mil anos negando essa energia, essa força, alternando-a entre o medo e a razão de existir.

Até quando as pessoas viverão alienadas?

Quantas doces palavras encobertam esse adestramento mental, desde a literatura convencional aos infinitos cursos de "auto-ajuda" que, infelizmente, também se estendem ao meio pagão.

Tudo é questionável e sensorial... Basta sentir qual a verdadeira intenção de cada livro, filme, site, curso, palestra e palestrante.

Questione tudo, tudo mesmo!

Lembre-se: somos parte inseparável da natureza e a terra é que sustenta toda a nossa existência.

Para alguns, reconectar-se com essa energia, será uma tarefa fácil, tal como retornar ao lar, mas, para outros, será uma luta constante, tamanhas são as suas resistências em mudar.

Os antigos usavam sabiamente essa força guerreira, pois um bravo guerreiro vivenciava a verdade e, acima de tudo, agia com honra e sinceridade. Esse era o seu lema!

"Às vezes, a maestria num caminho incluía o estudo de outro, como na exigência para ser um dos guerreiros de Fianna, ao serem capazes de memorizar, compor e declamar vários poemas. As artes do guerreiro requeriam disciplina física similar à dos praticantes das artes marciais e podiam levar uma vida inteira para dominá-la, assim como as artes práticas de um druida."

O Caminho do Guerreiro Celta é semelhante a uma antiga parábola xintoísta da espada, que diz que ela precisa ser escaldada no fogo ardente, alternada entre marteladas e água fria, continuamente, até que possa ser considerada uma boa espada. Que assim seja!

A mulher celta como guerreira, também é conhecida através das suas lendas e seus mitos. Leia a seguir: Boudicca, a Rainha Vermelha

Rowena Arnehoy Seneween ®
Créditos da imagem: Luca Tarlazzi


23 de junho de 2011

Novos Artigos - Junho/2011

Novidades do Templo... "Os mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana." Joseph Campbel.

Anna Leão, publicou:
- O Calor do Inverno

Audrey Donelle Errin, publicou:
- Calar, a virtude da Terra

Leia os demais Artigos, clicando aqui.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

18 de junho de 2011

Outros Mundos

Começar por onde a noite termina
Entre a fenda do carvalho e a neblina
Espaços para outros mundos

Realidades contidas em si
Possibilidades talvez, caminhos que vivi
Muito além da jornada da alma

Fluindo neste mar de emoções
Onde a terra revolve os corações
Despertando a luz do céu e das estrelas

Rowena Arnehoy Seneween ®
Todos os direitos reservados

Durante o Solstício de Inverno os poderes da noite e as energias da terra atingem seu ápice. As noites se tornam mais longas que o dia e o inverno, por fim, se estabelece... Leia sobre: Solstício de Inverno



Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

8 de junho de 2011

Meditação - Princípios Básicos

Muitos me perguntam sobre a meditação, como ela deve ser feita e quais são os seus princípios básicos. Então, busquei os conselhos do sábio amigo e yogue Uan, Francisco Denes de Rozgonyi-Roessler, psicanalista, terapeuta holístico, poeta, escritor, músico, cantor, compositor e diretor do SPA Holístico Chácara das Rosas em Caxambu, no Sul de Minas.

"Meditação é um Acontecimento!

Este é o primeiro passo para compreender. Acontece quando o Meditador atinge interiormente a sensação de profunda tranquilidade e Silêncio. Um Silêncio dos pensamentos, da tagarelice mental, do corpo acostumado a se movimentar e que tem, portanto dificuldade em ficar imóvel, das emoções que eclodem involuntariamente, muitas vezes por reação, outras, que por não estarem resolvidas, flutuam na “Tela Mental” como uma constante lembrança, trazendo assim dificuldade para manter o Silêncio mental, a quietude interior.

Em sânscrito a Meditação é conhecida como Dhyana. Existem exercícios que levam a este Acontecimento tão Especial que são as práticas de Concentração ou Dharana. Disciplina e Dedicação são as mais importantes compreensões nesta caminhada, pois é preciso tempo e regularidade para que o Meditador seja contemplado com esta Dádiva. Um dia Acontece, mas só acontece quando não mais se espera apenas se pratica com disciplina, dedicação e entusiasmo.

A Meditação está baseada no Vazio. O Espaço Vazio no qual vivemos e nos movimentamos, assim como as células, os átomos e as estrelas. Se não existisse o Vazio não haveria lugar para se estar, para movimentar e existir. O Vazio ou Céu é real. Quando você não está vendo nada, você está vendo O Nada! Ele é assim: Invisível! E Meditar é ficar à Sua Imagem e Semelhança: Vazio... Silencioso... Eterno.

Para iniciar a prática proponha-se fazer 21 dias consecutivos a princípio, ao menos 15 minutos por vez, sempre no mesmo horário. Sugiro que seja logo ao despertar pela manhã. Sente-se na beira da cama, no chão ou numa cadeira, mantenha a coluna bem ereta, o olhar na linha do horizonte e feche os olhos, você vai para dentro de Si e lá permanece apenas observando a Si mesmo, atento, silencioso... Consciente... Esta é a Arte do Não Fazer, apenas estar Presente Observando a Si Mesmo. Um Vazio que é a Origem de Tudo.”

E como Uan me disse, gentilmente, em uma de suas vivências: observe e fique em silêncio, ouça a voz do Mundo, a voz que vem das batidas do coração da terra, o som sagrado da vida!



(Música do amigo Marcus Santurys)

Estar próximo a natureza sempre nos facilita à meditação...

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

6 de junho de 2011

Fluindo em harmonia entre os mundos

Ao cair do entardecer o fogo é acesso. Lampejos de luzes resplandecentes que brilham no céu, irradiam os últimos raios solares do dia que se finda.

Seres feéricos se aproximam da hora mágica, num leve rodopiar sob um fino véu diáfano no ar.

Ventos gélidos da estação que nos enrijecem os ossos, anunciam o frio da alma que está por vir.

Começa a celebração aos ancestrais. A ancestralidade presente em nós através das três famílias: Deuses, antepassados e espíritos da natureza. Os portais são abertos e os mundos outra vez se encontram.

Chegou o momento tão esperado... Os poderes do Outro Mundo agora nos são ofertados com a chegada da erva sagrada, um líquido viscoso que desce suave, tal como o vinho com um toque amargo no fim, atenuado juntamente com uma pequena uva, que acaricia o paladar.

Ao som envolvente de músicas que nos remetem à celticidade de nossas almas, uma orquestra de cores brilhantes sob as pupilas dilatadas, no recinto iluminado pelas chamas das velas.

Aromas que se misturam ao incenso e dançam no ar, num vai e vem de seres diáfanos.

A voz se apresenta firme e cada participante ouve, nitidamente, seu anunciar breve, profundo e sincero. Sem rodeios, ela comanda por onde cada um deverá caminhar.

A limpeza também se processa naqueles que precisam, imediatamente, expurgar seus medos e suas angústias.

Nada fica escondido.

O frio chega cortante e a alma gela, estremece, encolhe e retorna ao útero materno. Mas o amor aquece e liberta!

Finalmente, as amarras são desfeitas e a alegria inunda as mansões da lua escura no céu.

Os pés teimam em dançar a música do coração, o chamado que toca forte num pulsar de vibrações multicoloridas. A luz se expande e a voz anuncia que o velho ciclo findou. E ainda há mais, há o transe ascendente que nos leva aos outros reinos...

A segunda dose chega de surpresa, bem menos, mas muito mais rápida. A voz sagrada do Mestre nos conduz, ainda mais, ao Outro Mundo, não há mais o que pensar, não há como voltar... O vôo começa tão alto como nunca antes imaginado, tão mágico como sempre foi.

A sensação familiar de outros tempos, agora está em plenitude com o Todo, não há mais o que temer. A limpeza se processa no meu ser e o formigamento me faz perceber que estou livre, novamente. Posso flutuar suavemente e fluir em harmonia por entre os mundos.

E, assim como iniciamos, encerramos mais um rito em profunda gratidão a tudo e a todos... Awen!

(Céu estrelado de Van Gogh)
Que assim seja!

Rowena Arnehoy Seneween ®
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