3 de janeiro de 2011

Aquecendo os tambores...

Ao som de Albannach - Edinburgh Festival Fringe... Fáilte!



Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

19 de dezembro de 2010

Saudação à Àine

Áine, Senhora da luz solar
Que brilha no amanhecer do verão
Iluminai os campos floridos
Desta nova estação

Áine, Rainha das fadas
Que caminha no Outro Mundo
A terra da Eterna Juventude
Consagrai os poderes do submundo

Áine, Deusa do amor
Que une os corações apaixonados,
Harmonizando todos os seres,
Por sua graça possamos ser abençoados.

Rowena A. Senėwėen ®
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Leia mais: Sugestão para celebrar o Solstício de Verão

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

11 de dezembro de 2010

Reconstrucionismo Celta

O Reconstrucionismo Celta (RC) ou Paganismo Reconstructionista Celta (PRC) é um movimento politeísta, animista, religioso e cultural, que surgiu como uma tradição independente, a partir dos anos 90.

Reconstrucionistas Celtas buscam, através das suas práticas, reconstruir e reviver, em um contexto cultural, lingüístico e religioso, as culturas celtas pré-cristãs nos dias de hoje, inspirados em pesquisas sérias, sobre: mitologia céltica, arte, história, arqueologia, antropologia e idiomas originais, ainda existentes.



O caminho do Reconstrucionismo Celta está sempre em constante movimento e crescimento... Assim como todos nós!

Leia mais em: Reconstrucionismo Celta

Site traduzido: The CR FAQ - Brasil

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

26 de novembro de 2010

Animais Sagrados Celtas

A cada conto, mito ou lenda, descobrirmos como a simbologia animal é muito forte entre os povos celtas. Os animais representam partes inconscientes de um poder mágico que nos revela qualidades sobrenaturais, possibilitando a comunicação entre os mundos. Os celtas, como animistas, acreditavam que todos os aspectos do mundo natural eram dotados de espíritos e entidades divinas, com as quais todos os seres humanos poderiam estabelecer contato.

No conto de "Culhwch e Olwen" há várias passagens que nos permitem observar como os animais míticos são consultados e, ao mesmo tempo, como eles carregam em si qualidades protetoras e amigáveis, atuando como emissários dos Deuses que, em certas ocasiões, também podem se transformar em animais.

Os cães, por exemplo, citados também no conto de "Oisín e Niamh", geralmente, estão associados à proteção, à caça e às provas sobrenaturais. Oisín relata o seu espanto ao perceber que os animais do Outro Mundo se aproximavam dele com naturalidade, demonstrando a estreita relação entre os animais, os homens e os Deuses. O cão também é associado à CuChulainn.

A integração entre os mundos está presente na figura do cavalo branco que simboliza o transporte para Tir na nÓg. Os cavalos têm um valor inestimável para os celtas, seja na guerra ou como um meio de locomoção para o Outro Mundo.

Tanto os animais domésticos como os selvagens, estão ligados à fertilidade, à vitalidade, à força, ao movimento e ao crescimento, fornecendo condições necessárias à subsistência de toda a tribo através da sua carne, peles e ossos. Representam também uma forte conexão entre a terra e os céus, ligados a vários Deuses, promovendo a busca de segredos e de sabedoria ancestral. Cada animal possui um atributo específico; suas características são associadas a algum tipo de habilidade e dignos de veneração através de um ritual ou uma cerimônia religiosa.

As aves estão sob os domínios do céu e são percebidas como um elo entre os vivos e os espíritos ancestrais. Elas podem tanto ser o mensageiro como a própria mensagem, carregando em si um teor mágico, profético ou divinatório.

O javali e os porcos representam coragem, bravura, proteção e riqueza.

Os peixes, especialmente o salmão, estão associados à sabedoria e ao conhecimento. Diz a lenda que o salmão adquiriu esse conhecimento ao comer nove avelãs que caíram no poço da sabedoria de nove árvores, que ficavam ao redor da fonte sagrada e a primeira pessoa que comesse sua carne fresca, ganharia todo esse conhecimento. Foi assim que Fionn Mac Cumhaill, pai de Oisín, recebeu seu conhecimento, após sete anos tentando pescar o Salmão do Conhecimento, nos contos do Ciclo Feniano.

O veado é um animal reverenciado e perseguido ao mesmo tempo, às vezes, considerado como emissário divino e, em outras ocasiões, como Deuses transformados em animais, principalmente Cernunnos, o Senhor dos animais, da natureza e da abundância, retratados no Caldeirão Gundestrup, um antigo artefato de prata, ricamente decorado em alto relevo, encontrado da Dinamarca.

O Caldeirão de Gundestrup, datado do século 1 a.C. , pertence ao final do período de La Tène. Ele foi encontrado em 1891 em um pântano perto da aldeia de Gundestrup, na Jutlândia – Dinamarca e está alojado no Museu Nacional de Copenhague.



Enfim, há uma infinidade de animais descritos nos contos e nos mitos celtas que nos leva a uma profunda ligação com a natureza, descritos empiricamente na iconografia ou nos símbolos celtas, que reforçam o respeito entre o mundo natural e o sobrenatural, além da conscientização de toda a sua sacralidade... Awen!

Bibliografia:
Brumas do Tempo
Poesias, pensamentos e ritos druídicos
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Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

22 de novembro de 2010

Verdade, Bem e Belo

Entre tantos "mitos" que vão da genialidade ao julgo das paixões invertidas, sentimentos de crenças errôneas, tão enraizadas na psique humana. Como o mundo é carente de amor e aprovação!

Mesmo assim, devemos ressaltar que o seu caminhar seria mais belo, se esses estivessem conectados com a verdadeira fonte divina, contidos na simplicidade e na nobreza de suas almas.

"Eu costumava sonhar
Costumava viajar além das estrelas
Agora já não sei onde estamos
Embora saiba que fomos muitos longe."


Evidentemente, este vídeo não é para enaltecer apenas o seu criador, mas especificamente, a esta obra que com certeza foi inspirada e guiada por um dom muito maior que o imaginado.

Assim caminhamos nessa jornada, atentos ao despertar de um tempo antigo que hoje está tão presente em todos nós: a natureza.

Supostamente o tempo para os CELTAS era visto como uma roda, um círculo sem começo e nem fim, alternados entre a luz e a sombra.
Por isso, creio que ainda haja tempo de mudar... Tempo de sonhar, tempo de amar e acreditar que a VERDADE, o BEM e o BELO, farão toda a diferença na história humana. A conexão entre o Céu e a Terra!

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®