20 de abril de 2011

A Força do Três

Durante todos esses anos desenvolvendo o site Templo de Avalon em parceria com o blog Brumas do Tempo, pudemos compartilhar nosso conhecimento através dos estudos voltados para a Cultura Celta e ao Druidismo. Agora, iniciamos uma nova etapa, que se completa através do blog TRÊS REINOS CELTAS, carinhosamente chamado por nossa querida amiga Lydia Gomes de 3RC.

O site TEMPLO DE AVALON continua suas atividades, junto com os colunistas que compõe este maravilhoso portal.

O blog Brumas do Tempo será um espaço dedicado à poesia, às nossas vivências pessoais e à divulgação do LIVRO BRUMAS DO TEMPO.

O 3RC será um espaço para o aprofundamento dos nossos estudos e à celticidade presente em nosso cotidiano. Desta forma, vamos vivenciando um novo espaço de tempo, entre a história e o reconstrucionismo.

Fluir é buscar a essência dos Deuses dentro de nós!

Créditos da imagem: Luca Tarlazzi

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

4 de abril de 2011

Sutileza dos Três Reinos

Convite para um novo ciclo!


A jornada continua sutil e sensível aos olhos que buscam além do convencional, aos ouvidos prontos para ouvir o que sussurram às folhas soltas ao vento... As verdades contidas no livro da vida!

Novo espaço dedicado ao caminho druídicos: Três Reinos Celtas ®

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

20 de março de 2011

Lançamento do livro Brumas do Tempo

Com a chegada do Equinócio de Outono, neste dia 20 de março de 2011, sincronicamente, às 20:20hs, tenho o privilégio e a imensa alegria de compartilhar com todos, o lançamento do meu primeiro livro: Brumas do Tempo - Poesias, pensamentos e ritos druídicos.



Abençoado por Morrighan e os Deuses celtas da segunda colheita, com sabedoria, equilíbrio e paz. Que assim seja!


Para conhecer e adquirir o livro, clique aqui ou na imagem acima.

No livro Brumas do Tempo compartilharemos nossas vivências pessoais, poesias e pensamentos, focados no Druidismo e na Cultura Celta que, através dos seus mitos e de suas lendas, nos conectam a forças tão antigas e ao mesmo tempo tão atuais, proporcionando-nos um viver mais pleno e harmonioso. Um limiar entre os mundos que nos possibilita um reencontro com a natureza, os ancestrais e os Deuses.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

18 de março de 2011

Mãe Terra - Avaliando as colheitas

O ciclo das colheitas marca um período de paz e equilíbrio!

A vegetação e a luz solar diminuem e os mistérios da vida e da morte se fazem presentes. Mais uma vez, os dias e as noites são iguais. Esta é a época de se fazer uma avaliação de tudo aquilo que foi plantado e o que será colhido.

É inevitável não tocar no assunto que mais se tenho visto ultimamente: as tragédias naturais por causa da ganancia humana. Muito já foi falado a respeito, creio que a natureza apenas busca o seu equilíbrio, sincronicamente, onde acontece as chuvas intensas neste mesmo período do ano.

O homem precisa comungar, novamente, com a Mãe Terra e assim, perceber seus sinais, suas vibrações e suas mudanças ao sintonizar-se com essa energia ... Uma simples questão de instinto de sobrevivência.

Leia mais: Sugestão para celebrar o Equinócio de Outono.



Lindo vídeo da banda finlandesa Gjallarhorn.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

12 de março de 2011

A Soberania Guerreira

"Na epopéia celta encontram-se muitas personagens femininas que nada ficam a dever aos homens. Segundo a tradição, a Irlanda era habitada, antes do dilúvio, por uma mulher primordial de nome Cesair; e a própria Irlanda se tornou uma entidade divina ou feérica... Foi também uma mulher, Airmed, a filha do deus-médico Diancecht que, graças à sua ciência e magia, devolveu o poder real ao Nuada vencido, fabricando-lhe um braço de prata tão eficaz e vivo como o seu braço de carne, fazendo-lhe um implante graças a uma operação cirúrgica.

Acontece, com efeito, que na perspectiva celta, as mulheres são dotadas de poderes, às vezes, ignorados pelos homens. A mulher é sempre a imagem simbólica da Soberania, pois encarna o conjunto da comunidade junto ao rei - acessoriamente o marido - como uma chave mestra, um pouco como acontece no jogo de xadrez em que a rainha é a peça de maior mobilidade, mas onde o rei também é uma peça fundamental, sem a qual se perde a partida.

Nas narrativas épicas aparecem as mulheres mágicas, além de feiticeiras, como a primeira esposa de Mider, Fuamnach, inimiga jurada da bela Etaine (segunda esposa de Midir), e mais tarde mulheres-guerreiras iniciadoras dos jovens e temíveis sacerdotisas especialistas em manipular os sortilégios. Estas mulheres nunca deixam de viver em plenitude, arcando com as consequências dos seus atos. Por mais conscientes que estejam do seu poder, não esquecem que podem morrer de amor [?], estando sujeitas às circunstâncias que lhes alimentou a paixão voraz e ilimitada dos seus caprichos.

A característica mais saliente destas heroínas femininas épicas é apresentarem múltiplas aparências, múltiplos rostos, múltiplos semblantes, geralmente três, tendo em consideração o número simbólico sagrado dos Celtas, o qual se apresenta na forma de tríade. As heroínas aparecem por isso, com inúmeras aparências e nomes, em diferentes épocas e em outras vidas sucessivas.

Morrigane (Morrighan), filha de Ernmas é uma das personagens mais marcantes das tribos da deusa Dana, junto com suas irmãs Badb e Macha eram conhecidas pelo nome de "Três Morrígans". O que nela melhor se evidência, em particular, na narrativa da Batalha de Magh Turedh, é o fato de se tratar de uma divindade guerreira temível para os seus inimigos durante os conflitos, enquanto exortava os guerreiros a combaterem com encamiçamento.

O nome Morrighan, que significa "grande rainha", evoca o da "fada" Morgana do ciclo arthuriano. Morrigane é o tipo de mulher celta vista pelos autores das epopéias mitológicas; e, muitas vezes, vamos encontrar este tipo nas personagens femininas que, na fronteira entre o humano e o feérico, possuem dons mais ou menos sobrenaturais, como o poderoso Geis, ou seja, o poder do encantamento mágico que tem o valor de obrigação absoluta para os que dela é objeto.

Os filtros do amor pouco podem fazer face ao encantamento mágico e religioso que intervém no mundo invisível, e faz depender os atos humanos das divindades invisíveis. A jovem Etaine, profundamente amada pelo sombrio deus Mider, não escapa dos Geis lançado pela sua rival Furimach, e nada neste mundo consegue poupá-la ao longo do período de turbulências e depois de metamorfoses que a afetarão profundamente. Apesar disso, a aventura de Etaine e de Mider é uma história de amor "normal", na mais bela tradição romântica.

Na epopéia celta, no entanto, o amor não é um sentimento isolado, fazendo parte das grandes mutações que se operam no universo; tudo se dirige por entre as diversas peripécias psicológicas, para uma dimensão cósmica à qual ninguém consegue escapar... E, acima de tudo, procura transmitir-se a idéia de que a mulher, que é iniciadora por essência, é capaz de dar, com o seu amor, um segundo nascimento, o nascimento na eternidade, àquele que escolheu para amar." Por Jean Markale em "A Grande Epopéia dos Celtas".

A força guerreira presente nas mulheres celtas, que não necessariamente precisam "morrer de amor", fonte de inspiração para nós e que, por uma série de motivos, se perderam no tempo. Despertar essa energia também faz parte do caminho, pois os celtas acreditavam na igualdade dos seres e acima de tudo, na sacralidade do Todo. Esse tema nos faz perceber como a espiritualidade celta nos conecta às essas forças primordiais, implícitas nos três reinos celtas, tão necessários a todos nós atualmente.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Credito da imagem: Denise Garner

Rowena A. Senėwėen ®