6 de junho de 2011

Fluindo em harmonia entre os mundos

Ao cair do entardecer o fogo é acesso. Lampejos de luzes resplandecentes que brilham no céu, irradiam os últimos raios solares do dia que se finda.

Seres feéricos se aproximam da hora mágica, num leve rodopiar sob um fino véu diáfano no ar.

Ventos gélidos da estação que nos enrijecem os ossos, anunciam o frio da alma que está por vir.

Começa a celebração aos ancestrais. A ancestralidade presente em nós através das três famílias: Deuses, antepassados e espíritos da natureza. Os portais são abertos e os mundos outra vez se encontram.

Chegou o momento tão esperado... Os poderes do Outro Mundo agora nos são ofertados com a chegada da erva sagrada, um líquido viscoso que desce suave, tal como o vinho com um toque amargo no fim, atenuado juntamente com uma pequena uva, que acaricia o paladar.

Ao som envolvente de músicas que nos remetem à celticidade de nossas almas, uma orquestra de cores brilhantes sob as pupilas dilatadas, no recinto iluminado pelas chamas das velas.

Aromas que se misturam ao incenso e dançam no ar, num vai e vem de seres diáfanos.

A voz se apresenta firme e cada participante ouve, nitidamente, seu anunciar breve, profundo e sincero. Sem rodeios, ela comanda por onde cada um deverá caminhar.

A limpeza também se processa naqueles que precisam, imediatamente, expurgar seus medos e suas angústias.

Nada fica escondido.

O frio chega cortante e a alma gela, estremece, encolhe e retorna ao útero materno. Mas o amor aquece e liberta!

Finalmente, as amarras são desfeitas e a alegria inunda as mansões da lua escura no céu.

Os pés teimam em dançar a música do coração, o chamado que toca forte num pulsar de vibrações multicoloridas. A luz se expande e a voz anuncia que o velho ciclo findou. E ainda há mais, há o transe ascendente que nos leva aos outros reinos...

A segunda dose chega de surpresa, bem menos, mas muito mais rápida. A voz sagrada do Mestre nos conduz, ainda mais, ao Outro Mundo, não há mais o que pensar, não há como voltar... O vôo começa tão alto como nunca antes imaginado, tão mágico como sempre foi.

A sensação familiar de outros tempos, agora está em plenitude com o Todo, não há mais o que temer. A limpeza se processa no meu ser e o formigamento me faz perceber que estou livre, novamente. Posso flutuar suavemente e fluir em harmonia por entre os mundos.

E, assim como iniciamos, encerramos mais um rito em profunda gratidão...

(Céu estrelado de Van Gogh)
Bênçãos de Samhain... Awen!

Rowena Arnehoy Seneween ®
Todos os direitos reservados

22 de maio de 2011

A Magia de Paranapiacaba

Durante os dias 14 e 15 de maio de 2011, tivemos o prazer e o privilégio de participar de um evento mágico, rumo à Jornada da Alma - tema da VIII Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba - São Paulo.

Um local simples, mas extremamente aconchegante, uma antiga vila inglesa com suas casas de madeira, clima típico de serra com direito às brumas, frio e muita energia feérica no ar.

O vídeo mostra alguns trechos da palestra que, resumidamente, aborda os Três Mundos e os Três Caldeirões, temas da espiritualidade céltica (Druidismo e RC) e que estão no livro Brumas do Tempo, em total sintonia às Três Famílias: Deuses, Ancestrais e Espíritos da Natureza.

Compartilho um pouco desta emoção... Gratidão a tudo e a todos!



Leia mais em: Iniciando a Jornada

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

11 de maio de 2011

O Herói Celta


"O herói, por conseguinte, é o homem ou mulher que conseguiu vencer suas limitações." Joseph Campbell.

Créditos da imagem: Luca Tarlazzi

Aos amigos do Caminho... Fáilte Samhain!

Leia mais: Tuatha Dé Danann e a Batalha de Moytura

Rowena A. Senėwėen ®

10 de maio de 2011

A Jornada da Alma

8º Convenção de Bruxas e Magos
Paranapiacaba - São Paulo
Dias 13, 14 e 15 de maio de 2011


Palestrante: Rowena A. Seneween
Data: 15/05 - Domingo às 12:00hs
Local: Casa Amarela

Espiritualidade Celta Reconstrucionista
e a Triplicidade dos Mundos
Descrição:

Resgatar a espiritualidade céltica, voltada aos dias atuais, visando um contexto cultural, linguístico e religioso, reconstituindo as culturas celtas, através do estudo histórico, antropológico e arqueológico, além de vivenciar os Três Mundos no cotidiano.

O Mundo Celta

O simbolismo mágico e de poder do número três era comum aos povos celtas, pois representava os ciclos de vida, morte e renascimento. Há vários mitos celtas onde poderemos observar a sua presença, tanto na iconografia histórica como na religiosa, descrita de forma clara e precisa, relacionando-o aos Deuses.

Essa triplicidade, considerada sagrada para eles, está perfeitamente elucidada nos três reinos: Céu, Terra e Mar. Elementos que compunham todo o seu Universo e simbolizam as três esferas do nosso ser: corpo, mente e espírito. E, que por sua vez, eram vistos da seguinte maneira:

O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam o solo.

A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores.

O Mar é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida.

Esses três elementos são interdependentes e cada um possui seu próprio significado, mas que dependem um do outro para continuar existindo, permitido assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interação. Uma visão moderna inserida nas práticas contemporâneas do Druidismo e do Reconstrucionismo Celta.

Evento: Promovido pela "Casa de Bruxa" de Tânia Gori.

Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena A. Senėwėen ®

25 de abril de 2011

Cores da Alma

Meu mundo é da cor do céu
Azul celeste, talvez, um pouco lilás
Quem sabe até muito vivaz

No meio deste mar de possibilidades
Sou a artista das cores festivas
Pintadas em suas várias perspectivas

Materizalizadas no meu dia a dia
Somadas e multiplicadas ao meu saber
E eternizadas para sempre no meu viver

Rowena A. Senėwėen ®
Todos os direitos reservados



Resgatando a Coruja... Ahow!