8 de junho de 2011

Meditação - Princípios Básicos

Nesta grande teia da vida onde tudo se conecta, muitos me perguntam sobre a meditação, como ela deve ser feita e quais são seus princípios básicos. Logo lembrei dos conselhos do sábio amigo e yogue, Uan ou Francisco Denes de Rozgonyi-Roessler, psicanalista, terapeuta holístico, poeta, escritor, músico, cantor, compositor e diretor do SPA Holístico Chácara das Rosas em Caxambu, no Sul de Minas.

Meditação é um Acontecimento!

"Este é o primeiro passo para compreender. Acontece quando o Meditador atinge interiormente a sensação de profunda tranquilidade e Silêncio. Um Silêncio dos pensamentos, da tagarelice mental, do corpo acostumado a se movimentar e que tem, portanto dificuldade em ficar imóvel, das emoções que eclodem involuntariamente, muitas vezes por reação, outras, que por não estarem resolvidas, flutuam na “Tela Mental” como uma constante lembrança, trazendo assim dificuldade para manter o Silêncio mental, a quietude interior.

Em sânscrito a Meditação é conhecida como Dhyana. Existem exercícios que levam a este Acontecimento tão Especial que são as práticas de Concentração ou Dharana. Disciplina e Dedicação são as mais importantes compreensões nesta caminhada, pois é preciso tempo e regularidade para que o Meditador seja contemplado com esta Dádiva. Um dia Acontece, mas só acontece quando não mais se espera apenas se pratica com disciplina, dedicação e entusiasmo.

A Meditação está baseada no Vazio. O Espaço Vazio no qual vivemos e nos movimentamos, assim como as células, os átomos e as estrelas. Se não existisse o Vazio não haveria lugar para se estar, para movimentar e existir. O Vazio ou Céu é real. Quando você não está vendo nada, você está vendo O Nada! Ele é assim: Invisível! E Meditar é ficar à Sua Imagem e Semelhança: Vazio... Silencioso... Eterno.

Para iniciar a prática proponha-se fazer 21 dias consecutivos a princípio, ao menos 15 minutos por vez, sempre no mesmo horário. Sugiro que seja logo ao despertar pela manhã. Sente-se na beira da cama, no chão ou numa cadeira, mantenha a coluna bem ereta, o olhar na linha do horizonte e feche os olhos, você vai para dentro de Si e lá permanece apenas observando a Si mesmo, atento, silencioso... Consciente... Esta é a Arte do Não Fazer, apenas estar Presente Observando a Si Mesmo. Um Vazio que é a Origem de Tudo."



Gentilmente, Uan me disse um dia em uma de suas vivências: fique em silêncio e observe, ouça a voz do Mundo, a voz que vem das batidas do coração da terra, o som da própria vida.

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

6 de junho de 2011

Fluindo em harmonia entre os mundos

Ao cair do entardecer o fogo é acesso. Lampejos de luzes resplandecentes que brilham no céu, irradiam os últimos raios solares do dia que se finda.

Seres feéricos se aproximam da hora mágica, num leve rodopiar sob um fino véu diáfano no ar.

Ventos gélidos da estação que nos enrijecem os ossos, anunciam o frio da alma que está por vir.

Começa a celebração aos ancestrais. A ancestralidade presente em nós através das três famílias: Deuses, antepassados e espíritos da natureza. Os portais são abertos e os mundos outra vez se encontram.

Chegou o momento tão esperado... Os poderes do Outro Mundo agora nos são ofertados com a chegada da erva sagrada, um líquido viscoso que desce suave, tal como o vinho com um toque amargo no fim, atenuado juntamente com uma pequena uva, que acaricia o paladar.

Ao som envolvente de músicas que nos remetem à celticidade de nossas almas, uma orquestra de cores brilhantes sob as pupilas dilatadas, no recinto iluminado pelas chamas das velas.

Aromas que se misturam ao incenso e dançam no ar, num vai e vem de seres diáfanos.

A voz se apresenta firme e cada participante ouve, nitidamente, seu anunciar breve, profundo e sincero. Sem rodeios, ela comanda por onde cada um deverá caminhar.

A limpeza também se processa naqueles que precisam, imediatamente, expurgar seus medos e suas angústias.

Nada fica escondido.

O frio chega cortante e a alma gela, estremece, encolhe e retorna ao útero materno. Mas o amor aquece e liberta!

Finalmente, as amarras são desfeitas e a alegria inunda as mansões da lua escura no céu.

Os pés teimam em dançar a música do coração, o chamado que toca forte num pulsar de vibrações multicoloridas. A luz se expande e a voz anuncia que o velho ciclo findou. E ainda há mais, há o transe ascendente que nos leva aos outros reinos...

A segunda dose chega de surpresa, bem menos, mas muito mais rápida. A voz sagrada do Mestre nos conduz, ainda mais, ao Outro Mundo, não há mais o que pensar, não há como voltar... O vôo começa tão alto como nunca antes imaginado, tão mágico como sempre foi.

A sensação familiar de outros tempos, agora está em plenitude com o Todo, não há mais o que temer. A limpeza se processa no meu ser e o formigamento me faz perceber que estou livre, novamente. Posso flutuar suavemente e fluir em harmonia por entre os mundos.

E, assim como iniciamos, encerramos mais um rito em profunda gratidão...

(Céu estrelado de Van Gogh)
Bênçãos de Samhain... Awen!

Rowena Arnehoy Seneween ®
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22 de maio de 2011

A Magia de Paranapiacaba

Durante os dias 14 e 15 de maio de 2011, tivemos o prazer e privilégio de estar em um evento mágico, rumo à Jornada da Alma - tema da Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba - São Paulo.

Um local muito simples, mas extremamente aconchegante, com suas casas de madeira, clima típico de serra com direito às brumas, frio e muita energia feérica no ar.

A palestra fluiu maravilhosamente bem, com a presença de pessoas incríveis, em total sintonia com as três famílias: os Deuses, os ancestrais e os espíritos da natureza.

Compartilho um pouco desta emoção... Gratidão a tudo e a todos!


Leia mais em: Druidismo em Paranapiacaba 2011

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®