24 de fevereiro de 2012

30 dias Druídicos - Porque Druidismo?

Antes de responder essa pergunta é preciso voltar no tempo...

Desde pequena sou considerada impertinente e até meio esquisita, algo como aquela que gostava de conversar com as árvores e sonhar que voava pelos campos. A minha família com sua diversidade cultural entre portugueses, índios e até poloneses, tinha suas diferentes crenças, que iam do cristianismo ao xintoísmo. Mas havia também, aqueles que seguiam a Umbanda e o Candomblé e que, por sua vez (não sei dizer bem o porquê), incorporavam nas reuniões familiares. Adorava quando isso acontecia e, com uma curiosidade ávida, tentava entender esse intercâmbio com o Outro Mundo.

A partir daí começaram a surgir os meus infindáveis questionamentos.

Aos 15 anos passei a me interessar pelos oráculos. Estudei e li muitos livros sobre magia e ocultismo, fiz vários cursos e quando mais nada fazia sentido, literalmente, surtei! (risos). Ouvia vozes, via vultos e conversava com todos os tipos de seres. Entrava em transe ao meditar ou durante uma simples caminhada. Nesta época, em 1999, morava em um local próximo à natureza e me dedicava à arte floral japonesa e toda a sua mitologia, o Ikebana - através da Academia Kado Sanguetsu. Foi a partir daí que os mitos e as lendas ganharam um novo enfoque pessoal e comecei a buscar outras alternativas no âmbito espiritual.

Como disse Hilda R. Ellis Davidson, no livro Deuses e Mitos do Norte da Europa, que muito me impressionou na época: "Os mitos podem nos levar a descobrir mais sobre nossa herança espiritual, e talvez perceber alguns dos defeitos no desenvolvimento espiritual do mundo moderno. O estudo da mitologia não precisa mais ser visto como uma fuga da realidade para as fantasias por parte dos povos primitivos, e sim como uma busca pela compreensão mais profunda da mente humana. Ao nos aventurarmos em explorar as distantes colinas habitadas pelos Deuses, estaremos talvez, descobrindo o caminho de casa." Finalmente, comecei a re-descobrir o meu caminho de volta para casa. Continue lendo...

E que os bons ventos possam nos inspirar!

O que são os 30 dias Druídicos?

Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!



Rowena A. Senėwėen /|\
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

10 de fevereiro de 2012

Sláinte!

O silêncio nos traz as bênçãos da reflexão... Tudo está no mais perfeito equilibro, desde a bonança às tormentas! Meditar nos traz as bênçãos do discernimento... E a vida flui, entre novos e antigos amigos, caminhos que se cruzam e se reencontram! A gratidão nos traz as bênçãos dos Deuses e o ciclo se completa em nós, com "verdade, honra, justiça, lealdade, coragem, generosidade, hospitalidade, força e perseverança".

Que assim seja... Em ritmo de comemoração!



Rowena Arnehoy Seneween ®



Leia no Templo de Avalon: Avalon: a Terra dos Deuses

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

30 de janeiro de 2012

Mitologia e História Celta

Documentário legendado, em quatro partes, sobre mitos e lendas celtas.



"Que a terra é agora de vãos pesares, o trono onde a mão rude e opressora aprendeu a ferir suas plantas sobre o túmulo da glória."

Rowena Arnehoy Seneween /|\



Leia no Templo de Avalon: Os Contos Celtas

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

28 de janeiro de 2012

Lugh, o brilhante!

O Deus a quem os celtas continentais chamam de Lugus e os insulares de Lugh, é um dos melhores documentados e mais bem compreendidos dentre as divindades celtas. As provas incluem a iconografia do período pré-romano, testemunhos de escritores e historiadores greco-romanos, tradições literárias da cultura celta na Idade Média, narrativas populares modernas em línguas celtas e práticas de rituais, conservadas, principalmente, em comunidades rurais.

By Ingrid GrayWolfA sua origem é mista, pois pertence ao ramo dos Tuatha Dé Danann pelo lado do pai, Cian, e aos Fomorianos pelo lado materno, Ethniu. Uma profecia dizia que Balor, o do olho malévolo, seria morto por seu neto, o que se concretiza na Segunda Batalha de Magh Tuiredh (Moytura). Para tentar evitar esse destino, Balor mandou dar fim nos netos, mas Lugh sobreviveu e foi criado por Tailtiu.

Em Lughnasadh (Lúnasa) celebramos a festa da primeira colheita. Lugh ficou conhecido pela alcunha de "Lámfada" - dos braços longos - e "Samildanach" - múltiplo artesão. É o Deus dos ferreiros, cujo domínio incluía a magia, as artes e todos os ofícios em geral, o Senhor dos mil talentos. Lugh, o Brilhante!

Em toda a Irlanda e em muitas outras partes do mundo celta, a celebração de Lughnasadh ou de qualquer outra festa da colheita, está centrada nos primeiros frutos de plantas cultivadas, que foram levados para uma local para serem abençoados e compartilhados pela comunidade, em honra a soberania da terra, representada pela mãe adotiva de Lugh, Tailtiu.

Leia mais no site: Templo de Avalon - Caer Siddi

Boa colheita a todos!

Rowena Arnehoy Seneween /|\
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo

10 de janeiro de 2012

A luz da renovação

Entre os ciclos infindáveis da forma

Sou o vento cálido, augusto e sagaz
Que traz o conforto e a paz
Sou a terra envolvente, firme e estável
Que traz segurança imensurável
Sou o céu límpido, claro e transparente
Que traz a inspiração original do poente

Onde tudo se renova e se transforma!

Rowena Arnehoy Seneween ®
Todos os direitos reservados.





"As flores são idos, belas em sua antiga glória." - Faun.

Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!