15 de dezembro de 2009

O Futuro do nosso Planeta

Será que, de fato, temos noção do tamanho do estrago que causamos em nosso planeta? Acredito que a maioria tem, mas saber dos fatos e não fazer nada, é a mesma coisa que não saber!


E, pior que isso, é ficar sentado, assistindo de camarote, nosso futuro ser decido durante a COP-15, realizada de 7 a 19 de dezembro de 2009, em Copenhague, Dinamarca, sem poder fazer nada.

Podemos sim nos mobilizar através de campanhas e abaixo-assinados e, assim, nos envolvermos de alguma forma. Além da própria conscientização individual de que nós somos responsáveis por tudo aquilo que acontece em nossas vidas, sejam elas ações positivas ou negativas

Seguem abaixo links de campanhas sérias, empenhadas nessa causa:

Tic Tac - Hora de Agir pelo Clima
Eco4planet - Um site que planta árvores
Avaaz.org - O Mundo em Ação

Participe e ajude agora mesmo!

Rowena Arnehoy Seneween ®

13 de dezembro de 2009

Ëldrich Hazel - Colunista do Templo

- Ëldrich Hazel

Druida, pai, marido, filho apaixonado, músico, poeta, estudioso, aprendiz e professor. Pesquisa e estuda o Druidismo e o Ogham, alfabeto e oráculo celta. Exerce sua Inspiração como Bardo, tocando Bodhrán na banda de pagan/acoustic/folk MADRHÖN.

Conheça e leia seus Artigos, clicando aqui.

Bênçãos dos Antigos... Fáilte!

Rowena Arnehoy Seneween ®

7 de dezembro de 2009

Novos Artigos - Dezembro/2009

Leia os novos artigos do Templo de Avalon!

- Anna Leão: A Magia dos Deuses em cada Caminho

- Ioldanach: Arthur, o surgimento de um Mito

Para ler os demais Artigos, clique aqui.

Rowena Arnehoy Seneween ®

4 de dezembro de 2009

A magia da música

A música de boa qualidade sempre tem o poder de nos encantar!



Banda Altan - Donegal Rreel... Fáilte!

Rowena Arnehoy Seneween ®

1 de dezembro de 2009

Os Mitos Celtas

"As lendas mostram que os seres sobrenaturais, com os quais os celtas têm de se relacionar com mais freqüência do que gostariam, vivem em lugares de nomes sugestivos e de alguma forma relacionados com a água - ilhas, em geral. A Terra das Promessas, a Terra das Mulheres, a Ilha das Duas Brumas, a Ilha das Maçãs - Avalon.

Para chegar a esses lugares é preciso se arriscar no mar, isto é, no mundo emocional, o mesmo oceano primordial ao qual o mito pertence e do qual nasce a primeira vida. Mas, ainda que tenhamos notícias de viagens marítimas, sabemos que os barcos não os agradavam de forma especial.

Quando em algumas de suas expedições terão de cruzar um curso de água mais largo do que o Tejo (rio da Península Ibérica), a descrição da viagem adquire proporções épicas!

E se tratar de atravessar um simples rio, tudo o que estiver relacionado com vaus e pontes exige especial interesse. Sempre que aparece um desses elementos estamos diante de uma fronteira com o além.


(Lady of Shalott by John Grimshaw)

Em um dos relatos do Mabinogion aparecem, separados por um rio, dois rebanhos de cordeiros: um branco e outro negro. Quando um cordeiro negro atravessava a vau, se tornava branco e vice-versa.

Essa é uma ilustração poética sobre a transmigração das almas. A ponte é objeto de proibição de passagem nas lendas medievais: lutar sobre ela ou sobre o vau é um combate mágico; por isso muitos cavaleiros novatos buscavam uma espécie de iniciação no caminho das armas cobrando pedágio na ponte e combatendo quem negasse a pagá-lo."

Os Mitos Celtas de Pedro Pablo G. May

Rowena Arnehoy Seneween ®

27 de novembro de 2009

Cântico Immram

"Não sei qual meu destino.
Viajo para muito longe das ondas.
Procuro minha alma, onde ela está?
Eu olho a estrela para me guiar de volta.

Há uma ilha no oeste
Sob o sol, sobre o mar,
Viajo para muito longe em minha busca.
Procuro um guia para me conduzir.

Um ramo de prata em minha mão
Com flor de cristal e fruto dourado,
A mãe árvore cresce na praia;
É lá que eu devo encontrar minha raiz.

Há uma ilha no mar,
Onde as águas fluem e o alimento dá a vida,
Onde não há inimigo, onde o amor é livre.
Procuro um lugar onde não há contenda.

Eu olho a estrela para me guiar para casa,
Encontro o repouso da minha alma e meu espírito,
Viajei muito além das ondas.
Não há fim em minha busca."


Caitlin Matthews
O Livro Celta dos Mortos

Bênçãos plenas do Céu, da Terra e do Mar!

20 de novembro de 2009

Entre os Mundos

Cruzando os céus de leste a oeste, de norte a sul
A alma percorre caminhos por entre as sombras da Lua
Onde espíritos da noite, envoltos pela névoa de prata
Brindam o entardecer na densidade do tempo que recua

Revelações escondidas, abaixo e acima das emoções
Nos mitos que vão muito além das espirais do saber
Nesta dança frenética sem fim, envolvente e sedutora
Refletem belas formas que começam a desaparecer

Seguem adiante e mergulham nesse mais belo azul
Para despertar nas terras da aurora prometida
Raízes ancestrais que circulam por entre os mundos
Resgatando a magia das lendas, outrora perdida

Rowena Arnehoy Seneween ®

Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.



(Imagem de Chris Parsons - Art Gallery)

Leia em: Os Contos e os Mitos Celtas

15 de novembro de 2009

Gaélico - Noções Básicas

Gaélico Irlandês (Gaeilge) é uma língua goidelica que se fala na Irlanda, em pequenas comunidades do Canadá e da Argentina. Hoje é reconhecida como língua oficial da República Irlandesa, além de estar intimamente relacionada com o Manx e o Gaélico Escocês (Gàidhlig).



Aprenda algumas palavras e frases em gaélico. Fáilte! Saiba mais...

Rowena Arnehoy Seneween ®

21 de outubro de 2009

Fogo Brilhante

Pelas terras além do horizonte,
Ventos sopram as chamas do fogo brilhante
Os Deuses fluem na fonte sagrada
Pulsando o coração rapidamente
Extasiado sob a luz do luar
O destino além das imagens
Que brilham diante desse olhar
Movimento do corpo que geme de prazer
Na dança que une a taça e a espada
Corações unidos pelo eterno brilho de Bel
Resgatam as memórias de Avalon
Neste inebriante líquido sagrado de mel
O anel de ouro sela o beijo de prata
Pelas brumas que florescem novamente
Apenas para ritualizar esse divino amor
Onde os amantes se encontram finalmente



Rowena Arnehoy Seneween ®

Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Saiba mais: Festival de Beltane

Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!

17 de outubro de 2009

Vozes ao Vento

"Ouço a sua voz no vento
E ouço chamar meu nome…
Ouça, minha criança! - Você diz para mim,
Eu sou a voz da sua história,
Não tema - venha, siga-me...
Responda meu convite e vou torná-la livre".



Celtic Woman - The Voice

Bênçãos plenas do céu, da terra e do mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

13 de outubro de 2009

O que é Antropologia?

Antropologia, do grego "anthropos" (homem ou pessoa) e "logos" (razão ou pensamento), é a ciência que reúne várias disciplinas, cujas finalidades comuns, são descrever o homem e analisá-lo com base nas características biológicas, físicas e culturais. Dando ênfase as épocas, as diferenças e as variações entre os grupos a que pertencem.

"A antropologia dedica-se primordialmente ao desenvolvimento das sociedades humanas no mundo. Estuda os comportamentos dos grupos humanos, as origens da religião, os costumes e convenções sociais, o desenvolvimento técnico e os relacionamentos familiares. Um campo muito importante da antropologia cultural é a lingüística, que estuda a história e a estrutura da linguagem. A lingüística é especialmente valorizada porque os antropólogos se apóiam nela para observar os sistemas de comunicação e apreender a visão do mundo das pessoas. Através desta ciência também é possível coletar histórias orais do grupo estudado. História oral é constituída na sociedade a partir da poesia, das canções, dos mitos, provérbios e lendas populares."

Essa é uma das propostas dentro do nosso estudo, voltado aos povos celtas e no resgate à língua gaélica. Que assim seja!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Fonte bibliográfica: Wikipédia

11 de outubro de 2009

Mitologia Lusitana

Mitologia é o estudo dos mitos ou o conjunto de histórias baseadas em tradições e lendas de diferentes culturas, geralmente, associada às divindades do paganismo no geral. Nosso enfoque principal é o estudo da mitologia céltica. Vamos comentar sobre os Deuses da mitologia lusitana, que mais conservaram as características da cultura celta.

Além de entender um pouco sobre nossos antepassados portugueses que sofreram muita influência romana, mas mantiveram uma forte ligação com os antigos costumes célticos.

A seguir, alguns Deuses cultuados na mitologia lusitana:

- Andrasta: Deusa da guerra, da vida e da morte, citada nos mitos, como protetora da rainha Boudicca.

- Atégina ou Ataegina: Deusa da primavera, do renascimento, da fertilidade e da cura, na mitologia lusitana. O nome Ataegina é de origem celta, que significa "renascimento" e tem como animal sagrado a cabra.

- Bandonga: Deusa celta cultuada no sul de Portugal, principalmente, na região de Évora.

- Endovélico: Deus da medicina, da terra e da natureza, divindade da Idade do Ferro, é um dos Deuses mais conhecidos na Lusitânia.

- Nabia: Deusa dos rios e das fontes. Adorada, principalmente, pelos brácaros, povo pré-romano da cultura céltica.

- Nantosvelta: Deusa da natureza e da caça, esposa de Sucellus.

- Runesocésio: Deus dos dardos e da guerra, de natureza misteriosa, que formava uma trindade mitológica com Atégina e Endovélico.

- Sucellus: Deus gaulês da agricultura e das florestas. Considerado como o rei dos Deuses. Carregava um grande martelo de cabo longo, que era usado para bater na terra, acordando as plantas e anunciando o início da primavera.

- Taranis: Deus do trovão, na mitologia gaulesa, Taranos ou Taran, cruzava os céus em sua carruagem. Os raios eram produzidos pelas fagulhas que saíam dos cascos dos cavalos e o trovão era o ruído que faziam as rodas da carruagem. Senhor da guerra, seu símbolo é a Roda, como Thor do panteão nórdico.

- Trebaruna: Deusa da casa, dos mistérios e da morte.

Uma das principais características das religiões da Lusitânia eram os presságios e a clarividência. Além dos astros, utilizavam as entranhas de animais, a observação das aves e do fogo.

Os Deuses Deuses celtas, possuíam três principais funções: soberania, guerra (bravura) e proteção, bem como, seus próprios atributos individuais cultuados por suas respectivas tribos.

Dedico esta postagem à querida amiga Elvira Évora, que nasceu na linda cidade de Évora, Portugal. Gratidão eterna!

ÉvoraÉvora, a senhora do fogo!
‎Elvira Armbrust


Bênçãos plenas do céu, da terra e do mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Leia mais sobre os Deuses Celtas: Principais Deuses e Deusas Celtas

8 de outubro de 2009

Grupo Mac Umba

Grupo de músicos originais da Escócia, que misturam os sons tradicionais escoceses com os ritmos de percussão brasileira.



Esse ritmo dá vontade de dançar... Bênçãos plenas!

Rowena Arnehoy Seneween ®

30 de setembro de 2009

Pais Pagãos

Nos dias atuais, educar os filhos virou uma odisséia contra o videogame e as telas do computador. Muitas vezes me pergunto: - "Onde irá parar essa nova geração"?

Meus filhos são criados com muito amor, dentro de uma ótica politeísta. O mais velho está com nove anos, em fase escolar no ensino fundamental e, como todos sabem, o ensino cristão está presente em quase todas as escolas públicas e particulares.

No início, fiquei preocupada, mas decidi não interferir e deixei a própria natureza atuar, pois como sabemos os filhos são reflexos dos pais e, naturalmente, seguem seus passos.

Passado um tempo, a coordenadora pedagógica, que sabia da minha postura em relação ao ensino cristão, disse para que eu ficasse sossegada porque não haveria nenhuma confusão na cabeça do menino e que seria mais fácil ele confundir a cabeça da professora.

Fiquei sem entender nada! Então, ela disse: -"A professora do seu filho ficou espantada quando o menino afirmou acreditar em Deuses!" Um conceito tão diferente dos que ela acredita, mas que na voz de uma criança soou com tanta naturalidade que chegou a intrigá-la.

Só tenho que agradecer, além de dar boas risadas.

Mesmo assim, ainda vejo muitos pais perdidos entre crenças e falta de crenças, adultos que ainda não aprenderam a lidar com suas próprias emoções, quem dirá com as dos seus filhos.

Adultos deprimidos, com síndrome do pânico, estressados e sem tempo. Tudo isso por um simples fato: o homem se afastou da natureza e esqueceu que é um ser divino.

Agora, não me venham com aquele teatro todo que, normalmente, se vê no meio pagão. É muita cena recheada de lirismo, para não dizer delírio!

Para seguir o paganismo celta, além de vivenciar as práticas diárias, há de se estudar muito a mitologia, a história e as lendas dessa cultura, porque só assim estaremos nos sintonizando realmente aos antigos costumes, à própria natureza e aos Deuses.

Mas, voltando aos filhos... Uma antiga prática pagã de plantar uma árvore quando nasce um filho para lhe trazer força e proteção me inspirou e quando o meu mais velho nasceu, na época, plantamos um Ipê amarelo. O caçula foi apresentado aos Deuses quando tinha 20 dias, e agora, estamos atrás de uma muda de carvalho para ele.


(Apresentação de Arthur - 22/06/2008)

Essa prática faz um bem danado ao planeta... Bênçãos plenas!

Rowena Arnehoy Seneween ®

24 de setembro de 2009

O Tempo e o Vento

O tempo é o vento que voa pelos céus sem parar
Momento ligeiro que entra e retorna sem nada levar
Quero meu dia lá longe ficar apenas para me envolver 
Por entre as frestas da alma do meu viver

O ar livre, leve e solto...
Nesse vento que passa e repassa revolto

Vento norte, forte como um nobre guerreiro
Vento leste, brilho ardente que amanhece ligeiro
Vento sul que tudo se pode transformar...
Para no vento oeste poder repousar

Alma envolvente
Naturalmente persistente...
Que flui por entre a brisa e o tufão
Tornando consciência essa mera ilusão

Palavras que voam num breve pensamento
Uma calmaria que me inspira nesse exato momento.

Rowena Arnehoy Seneween ®

Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.



17 de setembro de 2009

O Chamado

Em certos momentos, podemos nos sentir em pleno estado de suspensão, sem um motivo aparente. Talvez, pela influência lunar que nos rege intimamente ou pelo ciclo solar que vivenciamos.

Saindo das sombras da Lua, começamos a conectar melhor nossas idéias. E, mesmo assim, continuamos a sentir essa sensação de entorpecimento, como se algo não fizesse sentido.

Algumas pessoas me procuram, perguntando se o que estão vivendo no momento presente, que geralmente são aprimoramentos de todas as ordens, se trata de um chamado ou uma iniciação.

E qual é a resposta? Serei eu a lhe dizer ou você mesmo é quem precisa descobrir?

Itapetininga/SP

Toda experiência de vida é única e intransferível e não existem atalhos em nosso caminhar.

Somos seres mutáveis e muito volúveis. Acordamos com o firme propósito de sermos melhores, mas ao nos depararmos com a primeira pedra no caminho, voltamos às velhas armadilhas e no final do dia, encontramo-nos naquela ladainha sem fim. Então, o que fazer?

Buscar as respostas dentro de nós, mesmo que ainda lhe pareça algo nebuloso. Aos poucos, os sinais virão. Sinta e se veja como você realmente é, o que lhe faz feliz e o que a sua alma busca de verdade.

Francamente, não acredito que precisamos nos apoiar em outras pessoas ou em grupos para crescer. Precisamos, sim, é dê um belo impulso inicial. Foi assim que aconteceu comigo no meu caminho druídico.

Quando vivi durante quase cinco anos num local isolado e próximo à natureza, foi que reaprendi a ouvir a voz do vento, a sentir o cheiro da terra, o silêncio do mundo e pude, então, ouvir o chamado dos Deuses.

Mas não pensem que tudo foram flores. O caminho foi bem árduo, tive que encarar meus maiores medos. Situações consideradas surreais, mas que foram bem reais aos meus sentidos.

Hoje acho graça de tudo isso porque observei, depois de vivenciar os grandes ciclos da natureza, que tudo era uma grande ilusão. Percebi como somos infantis, sempre envoltos em grandes ideais de salvar o mundo, quando, na verdade, não conseguimos salvar a nós mesmos.

Durante a jornada, aprendi a ter gratidão e respeito por tudo e por todos!

Enfim, o aprendizado é eterno, mesmo quando tudo nos parece horrível e sem solução, acredite, a solução existe.

Medite, medite e medite. Acredite, realmente, que tudo irá melhorar e busque essa força nos Deuses, na natureza e nos seus ancestrais.

Quando honramos nossas raízes, inevitavelmente, fortaleceremos o tronco, os galhos e o fruto, que é você. Abençoados sejam!

Rowena Arnehoy Seneween ®

12 de setembro de 2009

O Dogma do Medo

O que vem a ser um dogma? Segundo definição da wikipédia, um dogma é uma crença ou doutrina imposta, que não admite contestação, ou seja, é o ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa.

Duirwaigh GalleryE aqui reside um sinal de alerta... A natureza precisa ser dogmatizada? Professar uma religião que prega princípios religiosos de comunhão à natureza baseados numa imposição?

Quando finalmente nos libertamos daqueles velhos preceitos religiosos, de outras épocas, nos deparamos com novos dogmas!

Porém, agora camuflados por uma semântica simplificada fazendo nos crer que tudo é lindo e maravilhoso, desde que se fique ciente do que eu fizer, de "bom ou de mal", voltará três vezes a mim. E isso faz sentido para você?

No meu modo de pensar, isso não tem lógica! Porque com medo de receber o "mal", eu só vou fazer o "bem"?

Tudo isso não passa de mais uma forma de manipulação através do medo. Levando-nos novamente aos preceitos cristãos: "Ame o próximo como a ti mesmo." Uma alusão a um estereótipo bem comum, mas, pouco aplicável no geral. Percebe?

Sendo assim, apenas quando nos unimos à verdadeira essência da natureza, poderemos percebemos que tudo é sagrado, e como tal, sem nenhum dogma a nos ditar regras, sejam eles quais forem.

O homem só precisa das leis por ainda não ter consciência, de fato, que tudo é energia. Atraímos aquilo que emitimos. O respeito surge naturalmente quando a interação entre as almas acontece.

Bom, mas aí você vai dizer: - "O mundo é repleto de maldade e atrocidades! Como poderemos nos defender de todo esse mal?"

Aceitando que o "mal" existe em conjunto ao "bem", pois aquilo que consideramos um mal é apenas reflexo do medo! E, no final, tudo nos conduzirá ao bem, esse é o ciclo natural... Que assim seja!

Rowena Arnehoy Seneween ®

29 de agosto de 2009

Manipulação em nome de uma Deusa?!

Forças manipuladoras só encontram sintonia onde há submissão. Muitos são os que, por ingenuidade ou comodismo, doam o seu poder para outras pessoas, na esperança de solucionarem suas vidas como num passe de mágica. Quanta crença inútil e sem sentido.

Magia também é vivenciar a vida com mais consciência e responsabilidade. Chega de tanta alienação e banalização do sagrado!


Mas que Deusa é essa? Eis a questão... Muitos falam de forma genérica, pois acreditam que todas as Deusas sejam uma só!

Ledo engano... Pois há várias Deusas e com diferentes faces, que representam à energia criadora de todas as coisas viventes, além de possuírem funções específicas, tais como: soberania, guerra (bravura) e proteção, além dos seus próprios atributos individuais.

E ao percebemos que existe essa energia criadora no universo, deixaremos de lado os conceitos de "bem e mal" ou "certo e errado", pois tudo se faz necessário para o nosso crescimento.

Durante a minha infância vivi presa a esses conceitos, com os quais lutava inconscientemente para escapar. Estudando num colégio de freiras, era obrigada a aceitar princípios que, intimamente, ressoavam como falsos à minha percepção.

Como aceitar um Deus repressor que só castiga e condena? E porque não existe uma Deusa ou vários Deuses?

Essas perguntas sempre me acompanharam, além das vozes, visões e até a facilidade de interagir com o Outro Mundo.

Ah, mas tudo isso não era bem visto!

"Onde já se viu, essa menina é muito fantasiosa!" – dizia minha mãe.

Então, assim, fui crescendo com fama de sonhadora, "bocuda" e impossível. Por vezes, tentei "adestrar" meu espírito aos "tem que" da sociedade, até o momento que não agüentei mais e fui buscar respostas para tantas perguntas.

Finalmente, reencontrei o meu caminho druídico junto à natureza, aos Deuses e no Paganismo Celta. Mas sem esse deslumbramento que se vê por aí. Vivenciei minha luz e minha sombra, que me mostraram a força da unidade. E percebi que tudo que está em perfeita ordem.

O medo é apenas uma ilusão, uma forma de manipulação!

Por isso vemos, por todos os lados, pessoas que se aproveitam desse artifício para ludibriar outras que, no meu modo de ver, atraem essas situações para que possam crescer e se libertar dessas crenças, além de toda essa bobagem manipulativa.

Mas há também aqueles que preferem viver alienados, acreditam que vão encontrar respostas em revistinhas de magia, gurus da moda, entidades, mestres ou algo do tipo.

Buscar ajuda quando se está perdido é válido, mas depender de outra pessoa é péssimo!

A natureza nos ensina constantemente, basta observá-la. Por acaso existe algum ser que nasça e viva com o cordão umbilical preso à sua mãe durante a sua existência?

Então, porque essa dependência religiosa?

Vamos cortar de vez o cordão e andar com as nossas próprias pernas. Todo mundo vai errar em algum determinado momento. E daí? O melhor de tudo isso é que vamos acertar muito mais.

A vida tem seus espinhos sim, que são formas de nos ensinar que o belo existe, mas é preciso atenção no percurso a seguir e, assim, conseguir atingir a essência da flor.

Viver plenamente é correr riscos, além de viver num mundo onde há o trabalho, as contas do mês e os filhos... Abençoados sejam!

Comece o seu dia agradecendo, buscando e observando tudo. Porque os sinais virão e, com certeza, você também descobrirá o seu caminho, que é algo vivencial e único.

Enfim, a magia está na forma como direcionamos nossa energia e é você quem escolhe por onde irá caminhar... Bênçãos plenas!

Rowena Arnehoy Seneween ®

10 de agosto de 2009

As Valquírias

"Ruidosas eram elas, eis que eram ruidosas
Cavalgando sobre a colina.
Tinham a mesma e única intenção,
Cavalgando pela terra;
Protege-te agora para escapar desse mal.
Sai pequena lança se aqui tu estás.
Sob o escudo de luz eu me coloquei,
Quando as poderosas mulheres
Preparavam o seu poder
E enviavam suas lanças ferinas"...


Sem dúvida, a figura da valquíria na literatura nórdica se desenvolveu em algo mais dignificado e menos sanguinário como resultado do trabalho de poetas durante um considerável período de tempo.

As criaturas alarmantes e terríveis que sobreviveram na literatura apesar desse esforço parecem, no entanto, mais próximas em caráter daquelas que escolhiam os aniquilados, conforme eram visualizadas.

Deuses e Mitos do Norte da Europa
H. R. Ellis Davidson


Leia mais em: As Valquírias de Odin

8 de agosto de 2009

O Despertar da Alma

Naturalmente, buscamos um caminho, uma luz, um sinal... Alguns traduzem essa sensação através da busca de uma religião, outros, no despertar da consciência rumo à espiritualidade.

Seguindo a intuição da alma e do coração, nos deparamos com um mundo mágico e repleto de mistérios. E são esses mistérios que nos levam a uma outra dimensão, mais leve e muito mais agradável aos nossos sentidos.

Mas, como viver toda essa magia, sem se alienar dos acontecimentos diários? Simples - sejamos um único ser... Um ser espiritual, materialmente falando, pois tudo caminha junto!

Quando escolhi trilhar esse caminho, o Druidismo, me deparei com um antigo percurso num mundo moderno, que despertou uma alma celta dentro de mim. Deusas e Deuses começaram a se unir aos valores dessa nova visão, além do amor à natureza que já vinha de longas datas.

O mundo celta é incrivelmente fascinante e envolvente!

As lendas e os mitos celtas nos completam, ainda mais, nessa magia de outras vidas. E aos poucos vamos reaprendendo a viver plenamente, novamente em todos os sentidos.

Que assim seja... Bênçãos plenas!

Rowena Arnehoy Seneween ®

1 de agosto de 2009

Fáilte, Brighid!

Celebrando a tríplice divina com novos textos, confira!

Anna Leão, publicou:

- Oimelc - Imbolc - Brigith

Ioldanach, publicou:

- Brigith - A Deusa do Fogo

Para ler os demais Artigos, clique aqui.

Cruz de Brighid

Bênçãos brilhantes a todos!

Rowena Arnehoy Seneween ®

23 de julho de 2009

O Rei das Fadas

A natureza é sábia e nos ensina
A parar, refletir e celebrar...
Lembrar faz parte do processo
E a transição está presente no ar!

Um dia houve um rei das fadas
Vindo de um reino distante e misterioso.
Mas, esse dia ficou perdido
Por entre as brumas do passado auspicioso.

Hoje, restou apenas a lembrança,
Feita de uma nova esperança.

Dedico este breve momento,
Ao inverno avassalador...
Onde a vida, finalmente,
Despertou para a luz de um novo amor!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.



Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!

22 de maio de 2009

The Drunken Piper - Natalie MacMaster

Linda música, em gaélico escocês, da artista canadense Natalie MacMaster. "Far am bi mi fhìn is ann a bhios mo dhòchas"... Sempre irei onde minha esperança for. Que assim seja!



Época de renovar as esperanças... Bênçãos plenas!

Rowena Arnehoy Seneween ®

29 de abril de 2009

Noite Sagrada de Samhain

Samhain, a Noite Sagrada, celebrada na noite do dia 30 de abril, marca um momento de transição entre dois mundos. Sussurros ao vento anunciam memórias perdidas no tempo... Um tempo de relembrar os que partiram e os que trilharam o caminho antes de nós.

O final de abril, para nós que celebramos a Roda do Sul, é o fim e o começo de um novo ciclo. Uma fase que simboliza o término daquilo que está velho e desgastado pelo uso, dando início a um novo tempo. O inverno se aproxima e naturalmente, nos sentimos mais reservados.

A ligação com nossas raízes nos dá força para crescer, mas nada de evocar seus mortos dentro de casa ou num ritual sem o devido preparo. Ancestral ou antepassado é muito mais abrangente que sua avó ou seu avô, que fizeram a passagem para o Outro Mundo. Em nossas infinitas jornadas podemos ser nossos próprios ancestrais. Leia mais...

Rowena Arnehoy Seneween ®

25 de abril de 2009

Símbolos Celtas - 2ª parte

Continuando pelo mundo mágico dos símbolos e seus significados, podemos dizer, que de um modo geral, os símbolos celtas estão associados às espirais da vida e ao número três, tido como sagrado na cultura celta.

Desde as formas mais simples às mais compostas, encontraremos um padrão exato de movimentos centrífugos e centrípetos, representando movimentos internos e externos ligados aos ciclos do homem e aos fenômenos da natureza.

As espirais celtas encontradas em antigos sítios arqueológicos, conforme pesquisas, também são representações exatas de configurações planetárias visíveis, de estrelas, eclipses solares e lunares.

Os povos antigos viam o tempo como uma roda em espiral, um círculo sem começo e nem fim. Essa roda representava o sol e a lua, a união de duas grandes forças naturais, que dividem o ano em uma parte clara e a outra escura. Leia mais...

Rowena Arnehoy Seneween ®

21 de abril de 2009

Fáilte, Samhain!

Rainha das Sombras


No ciclo infindável da árvore de prata,
Da infinita alegria à triste lembrança
Harpa mágica que dedilha a sonata.
Num tempo passado e repassado
Caminha pela estrada da vida,
Verde esmeralda, ancestrais do passado.
Gira a Roda sem parar
E festeja a escuridão de Samhain,
Rumo a um novo despertar.
Onde a noite ultrapassa o dia enfim,
Salve, Rainha das Sombras,
Senhora do começo, meio e fim!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Saiba mais: Festival de Samhain

13 de abril de 2009

Diário de Avalon

Nesta fase de transição onde a Roda do Ano finaliza mais um ciclo, prestes a entrar em um novo ano celta, renovemos nossas energias... Novos artigos baseados em celebrações mensais entrarão no ar durante essa nova fase, dicas fácies sem parecer 'velhas receitas de bolo', mas idéias úteis para ancorarmos nossas intenções. Este mês:

Símbolos Celtas - 1ª parte
Símbolos são emblemas, sinais ou figuras que naturalmente evocam uma aura de mistério e magia. Muitos dos símbolos que hoje conhecemos, são traduções de sinais perdidos no tempo. Leia mais...

Símbolos Rúnicos
Símbolos mágicos de origem nórdica ou talismãs rúnicos eram usados pelas religiões pagãs da antiga Escandinávia, para atrair boa sorte, cura e proteção. Eram feitos de couro, osso, sementes ou metais. Leia mais...

Encontramos-nos nos portais do Templo... Bênçãos plenas!

Rowena Arnehoy Seneween ®

10 de março de 2009

As Faces das Deusas

A característica mais saliente das heroínas femininas épicas apresentarem múltiplas aparências, múltiplos rostos, múltiplos semblantes, geralmente três, tendo em consideração o número simbólico sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão.

As heroínas aparecem, por isto, com inúmeras aparências e nomes, em diferentes épocas e em vidas sucessivas. Referindo-se em primeiro lugar à tríplice Deusa Brighid, que se diz filha de Dagda, e que vem a ser, nem mais nem menos que, a Minerva gaulesa de quem fala César. Deusa das técnicas, das ciências e das artes, que os cristãos recuperaram com o vocábulo de Santa Brígida, atribuindo-lhe a fundação do célebre mosteiro de Kildare, na Irlanda, antigo lugar de extrema importância do culto druídico.

Ora, esta Brighid é também, com o nome de Boann, a mãe de Oengus, o Mac Oc, que concebeu e deu à luz durante o espaço temporal da noite de Samhain, ou seja, simbolicamente, durante a abolição do tempo, a eternidade. Brighid encena a vida eterna e, o seu nome, derivado de Bo Vinda, "vaca branca", mostra bem até que ponto se encontra associada a um alimento inesgotável, o leite, elemento indispensável aos povos exclusivamente nômades e pastores, como era o caso dos Celtas. A simbologia do seu nome dará os seus frutos e Boann toma-se o rio Boyne (grafia moderna) que fecunda com as suas águas doces um vale verdejante ao redor do qual se situam os grandes outeiros feéricos, que são domínios dos Deuses. E se o nome Brighid (que significa poderosa, alta e luminosa) é extremamente significativo, Boann, representando a riqueza avaliada em cabeças de gado entre os Celtas, constitui a alma de uma sociedade onde predominam claramente as tendências ginecocráticas.

O terceiro rosto de Brighid-Boann, o de Morrígane (genitivo de Morrigu ou Morrighan), filha de Ernmas, uma das personagens mais marcantes das tribos da Deusa Dana. O que nela melhor se evidência em particular na narrativa da Batalha de Mag-Tured, é o fato de se tratar de uma divindade guerreira temível para os seus inimigos durante os conflitos, enquanto exortava os guerreiros a combaterem com encabeçamento. O furor guerreiro de que ela dá provas abundantemente desdobra-se num furor sexual desabrido que a transforma senão numa divindade do amor, ao menos numa espécie de Deusa do erotismo. A fúria guerreira e a sexual andam assim a par e nos prolongamentos da epopéia celta encontram-se numerosas mulheres guerreiras que têm poderes mágicos e são especialistas na arte militar, ao mesmo tempo em que são iniciadoras dos futuros heróis, como é o caso, por exemplo, de CuChulainn.

O nome de Morrigane (Morrigu ou Morrighan) que significa "Grande Rainha" evoca o da fada Morgana das lendas arthurianas e do ciclo do Graal, tratando-se, em qualquer um dos casos, da mesma essência, ao mesmo tempo guerreira, sexual e mágica. A Morrigane da epopéia irlandesa toma muitas vezes o aspecto duma gralha ou corvo, chamando-se então, de Bobdh.

Fonte: Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas

Leia mais: As Faces das Deusas

2 de fevereiro de 2009

A Primeira Colheita



Bendita seja a água sagrada
Que purifica a alma e o coração,
Sob a Lua dessa colheita abençoada.
Sombras anciãs trançam suas raízes pela terra
E ofertam seus primeiros grãos
À Grande Mãe na próxima primavera.
Guiados pela lança de Lugh, o brilhante,
Sofrimentos são banidos
Para algum lugar bem distante.
Girando pelas espirais da lenda e do mito,
Caminhamos pela luz do dia
Rumo às estrelas da noite no espaço infinito.
Agradecendo o pão que nos é oferecido
Neste altar de feixes e de grãos,
Consagro esse elo querido.
Ao nobre que caminha com inspiração
Pela doçura desse ciclo sem fim,

O amor que une a verdadeira união.

Rowena Arnehoy Seneween ®

Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Saiba mais: Festival de Lughnasadh

1 de fevereiro de 2009

Álbum de Retratos

 É fácil mentir sobre si mesmo
Então... De que servirão simples palavras?
Por acaso se eu me denominar flor
Assim o seria pra você?
Ou se te mostrar um espelho,
Seria eu, atrás do aço, o seu reflexo?
Se cheirar, ter cor e gosto de mel
Serei eu doce pra você?
Ou melhor, se mesmo assim eu te disser
Que sou ácida...
No que acreditaria?
Ou, inversamente, ter cor, cheiro e consistência de veneno
Mas me denominar remédio...
Curaria você?
Posso ter facas sob a maciez da pele
Posso ter nuvens atrás dos muros...
Como você saberá se ficar me olhando de longe?
Ou melhor, como saberá se eu te disser?
Nada podem as palavras contra a verdade dos fatos...

Por Lia Caroline

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